Por acaso eu fui parar lá. E por acaso conheci aqueles olhos...
Olhos tão sinceros!!!
Impossível imaginar aqueles olhos fazendo mal a alguém...impossível imaginar aqueles olhos não sendo aqueles olhos.
São tantas histórias expressas naquele olhar, e lá no fundo se percebe uma certa tristeza...O pesar de quem sabe que o caminho podia ser outro, mas não foi. O lamento pelo tempo "perdido". A vida deixada lá fora...os amores desperdiçados, a alegria despedaçada.
Mas que culpa ele tem? Ele tem culpa por ter que esconder esse olhar?
Que culpa ele tem se a vida quis assim??? Que culpa ele tem se aos oito começou a beber e aos quinze matou a primeira pessoa? Que culpa?! QUE CULPA?
...
Como a vida nos reserva surpresas. Como ela pode ser cruel e tão linda ao mesmo tempo. Trilhamos caminhos, construimos histórias, conhecemos pessoas e às vezes até paramos pra pensar.
Mas a vida é simplesmente ela. Sem tramas. Sem anestesia. Sem parar o tempo...
Te encaro diferente agora. Não julgo. Entendo!
Sei o que passa nesse seu olhar tão lindo...tão cheio de contradições e medos. Tão cheio de vida!
Somos humanos e isso já é o suficiente. A vida se encarrega do resto e, acredite, ela muitas vezes nos leva aos lugares mais improváveis e mais transformadores...
Mexida...e me desculpando pelo tom direto e meio seco...realmente não tinha como ser diferente...mexida!

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