08 fevereiro 2012

mudei!!!!!

agora tô aqui ó: talvezfeliz.blogspot.com

Passa lá!?


21 agosto 2011

Mudança!

.aqui tudo mudou de cor. nada mais faz sentido. os pincéis já não cabem. as cores são pastéis. e o que passou é nada além de rabiscos e rascunhos. estou mudando. começarei novos rabiscos que já estão pulsando há tempos.
esse aqui não tem como apagar. um dia, talvez.
mas vou pintar noutro lugar.

17 agosto 2011

não discuto
com o destino

o que pintar
eu assino.


Paulo Leminski

14 agosto 2011

Devolva o Neruda que você me tomou, e nunca leu...


A noite na ilha


Dormi contigo a noite inteira junto do mar, na ilha.
Selvagem e doce eras entre o prazer e o sono,
entre o fogo e a água.
Talvez bem tarde nossos
sonos se uniram na altura e no fundo,
em cima como ramos que um mesmo vento move,
embaixo como raízes vermelhas que se tocam.
Talvez teu sono se separou do meu e pelo mar escuro
me procurava como antes, quando nem existias,
quando sem te enxergar naveguei a teu lado
e teus olhos buscavam o que agora - pão,
vinho, amor e cólera - te dou, cheias as mãos,
porque tu és a taça que só esperava
os dons da minha vida.
Dormi junto contigo a noite inteira,
enquanto a escura terra gira com vivos e com mortos,
de repente desperto e no meio da sombra meu braço
rodeava tua cintura.
Nem a noite nem o sonho puderam separar-nos.
Dormi contigo, amor, despertei, e tua boca
saída de teu sono me deu o sabor da terra,
de água-marinha, de algas, de tua íntima vida,
e recebi teu beijo molhado pela aurora
como se me chegasse do mar que nos rodeia.
Na noite de bocas confusas
Um foi um pouco do outro
E mesmo que nada mais aconteça
A eternidade já nos pertence...

29 julho 2011

Diário de bordo...por Oscar Quiroga, na data de hoje!

HOJE NÃO SE DEVE PRODUZIR.



O reino humano é um organismo cósmico criativo, mas não necessariamente produtivo de forma constante e sistemática. Eis a razão de experimentarmos o crepúsculo da civilização atual, já que essa buscou industrializar o mundo e converter a criatividade humana em engrenagem produtiva. Nós não devemos ser medidos pela produção, mas pela criatividade. Nossa saúde depende de alternarmos com sabedoria os períodos produtivos com o tempo livre, pois é nesses momentos que nós somos quem devemos ser. Enquanto produzimos somos engrenagens, menos do que humanos. Os períodos de Lua Vazia, como hoje, são consagrados à contemplação e por isso insistir em produzir só poderia resultar em confusões e aberrações.



...fantástico!!!

28 julho 2011

Luz

Olhar de dentro...momento...
Eterna busca que parecia infinita
Mas as luzes daquela noite não deixavam refletir nenhuma máscara
Apenas essência
Duas mãos, dois amigos
Uma lua
A vontade latente de eternizar aquele momento
E ele está eterno
Pulsante
Presente
Não quer ir embora aqui de dentro
Quer viver esse momento que enfim chega
E chega com espera, com paciência...e chega sublime...e transcende o esperado...

Chega, e é amor...
no fundo, no fundo,


bem lá no fundo,

a gente gostaria

de ver nosso problemas

resolvidos por decreto



a partir desta data,

aquela mágoa sem remédio

é considerada nula

e sobre ela -- silêncio perpétuo



extinto por lei todo o remorso,

maldito seja quem olhar pra trás,

lá pra trás nã há nada,

e nada mais



mas problemas não se resolvem,

problemas têm família grande,

e aos domingos saem todos passear

o problema, sua senhora

e outros pequenos probleminhas
 
 
 
BEM NO FUNDO, Paulo Leminski

28 março 2011

Simples como ser humano





Vidas que se cruzam por acaso!
Por acaso eu fui parar lá. E por acaso conheci aqueles olhos...
Olhos tão sinceros!!!
Impossível imaginar aqueles olhos fazendo mal a alguém...impossível imaginar aqueles olhos não sendo aqueles olhos.
São tantas histórias expressas naquele olhar, e lá no fundo se percebe uma certa tristeza...O pesar de quem sabe que o caminho podia ser outro, mas não foi. O lamento pelo tempo "perdido". A vida deixada lá fora...os amores desperdiçados, a alegria despedaçada.
Mas que culpa ele tem? Ele tem culpa por ter que esconder esse olhar?
Que culpa ele tem se a vida quis assim??? Que culpa ele tem se aos oito começou a beber e aos quinze matou a primeira pessoa? Que culpa?! QUE CULPA?

...

Como a vida nos reserva surpresas. Como ela pode ser cruel e tão linda ao mesmo tempo. Trilhamos caminhos, construimos histórias, conhecemos pessoas e às vezes até paramos pra pensar.
Mas a vida é simplesmente ela. Sem tramas. Sem anestesia. Sem parar o tempo...
Te encaro diferente agora. Não julgo. Entendo!
Sei o que passa nesse seu olhar tão lindo...tão cheio de contradições e medos. Tão cheio de vida!
Somos humanos e isso já é o suficiente. A vida se encarrega do resto e, acredite, ela muitas vezes nos leva aos lugares mais improváveis e mais transformadores...

Mexida...e me desculpando pelo tom direto e meio seco...realmente não tinha como ser diferente...mexida!

28 janeiro 2011

Ela e as estrelas...

Lá estava ela.
Mais uma vez deitada, mais uma vez a deixar seus pensamentos esmagarem o pouco de sentimento que ainda restava.
As estrelas cobriam o azul escuro do céu. E tudo o que ela enxergava era aquela escuridão cada vez mais misteriosa. Mas por que não enxergava as estrelas?

Os dias iam passando e o céu continuava a pesar sobre seus pensamentos e seus pensamentos a esmagar cada vez mais seus sentimentos. Os carros corriam, os faróis brilhavam na noite escura, as luzes da rua eram tão pequenas diante da imensidão da lua cheia a clarear o céu. E as estrelas brilhavam e reluziam sobre uma cabeça cheia de pensamentos, e um coração esmagado de sentimentos. Aquele céu era pesado demais pra ela...

Por que será ela não enxergava as estrelas?

Deitou-se, como era de costume. Observou a escuridão do céu, como também era de costume.
Era uma noite fria, e o vento soprava violentamente. No céu desta noite haviam muitas nuvens, e uma lua aparecendo timidamente atrás de uma entre as tantas nuvens carregadas que cobriam o céu. Ainda deitada notou que algo naquela imensidão estava diferente. Algo não deixava o céu ser como de costume. Sentia falta de alguma coisa...sentia falta de algumas coisas!
Esfregou os olhos para garantir que nada estava impedindo sua visão, mas o céu continuara igual.
Estava faltando...Estava, definitivamente, faltando algo...e aquilo doía. Doía mais do que seus sentimentos pesados, mais do que a sua aparente falta de sensibilidade, mais do que qualquer outra dor que um dia ela imaginou sentir. Aquela falta doía! E aquela dor era insuportável.
Ela fechou os olhos e disparou a correr sem rumo. Corria como se quisesse alcançar o inalcansavel...corria sem parar, buscando, buscando o que faltava no céu...E corria, e corria sem parar!

Ela não podia mais observar o céu sem que ele estivesse coberto de estrelas!

...
E naquela noite, de céu escuro e muitas nuvens, ela percebeu a ausência das estrelas...Por que ela as via, sempre, só não sabia que elas faziam tanta falta...