28 janeiro 2011

Ela e as estrelas...

Lá estava ela.
Mais uma vez deitada, mais uma vez a deixar seus pensamentos esmagarem o pouco de sentimento que ainda restava.
As estrelas cobriam o azul escuro do céu. E tudo o que ela enxergava era aquela escuridão cada vez mais misteriosa. Mas por que não enxergava as estrelas?

Os dias iam passando e o céu continuava a pesar sobre seus pensamentos e seus pensamentos a esmagar cada vez mais seus sentimentos. Os carros corriam, os faróis brilhavam na noite escura, as luzes da rua eram tão pequenas diante da imensidão da lua cheia a clarear o céu. E as estrelas brilhavam e reluziam sobre uma cabeça cheia de pensamentos, e um coração esmagado de sentimentos. Aquele céu era pesado demais pra ela...

Por que será ela não enxergava as estrelas?

Deitou-se, como era de costume. Observou a escuridão do céu, como também era de costume.
Era uma noite fria, e o vento soprava violentamente. No céu desta noite haviam muitas nuvens, e uma lua aparecendo timidamente atrás de uma entre as tantas nuvens carregadas que cobriam o céu. Ainda deitada notou que algo naquela imensidão estava diferente. Algo não deixava o céu ser como de costume. Sentia falta de alguma coisa...sentia falta de algumas coisas!
Esfregou os olhos para garantir que nada estava impedindo sua visão, mas o céu continuara igual.
Estava faltando...Estava, definitivamente, faltando algo...e aquilo doía. Doía mais do que seus sentimentos pesados, mais do que a sua aparente falta de sensibilidade, mais do que qualquer outra dor que um dia ela imaginou sentir. Aquela falta doía! E aquela dor era insuportável.
Ela fechou os olhos e disparou a correr sem rumo. Corria como se quisesse alcançar o inalcansavel...corria sem parar, buscando, buscando o que faltava no céu...E corria, e corria sem parar!

Ela não podia mais observar o céu sem que ele estivesse coberto de estrelas!

...
E naquela noite, de céu escuro e muitas nuvens, ela percebeu a ausência das estrelas...Por que ela as via, sempre, só não sabia que elas faziam tanta falta...

2 comentários:

Unknown disse...

Boa Noite Marina Moll, engraçado porque também tenho Moll no sobrenome....mundo pequeno não. Ótimo texto, as vezes deitamos, com a cabeça a mil, cheios de pensamentos, dúvidas, questionamentos que tanto nos incomoda, e olhamos na janela aquele céu estrelado, uma noite com um brilho forte da lua e vemos que tudo em nossa vida depende de uma força maior, a força de Deus.

Marina Moll disse...

Olá, Fabiano!!
Que bom que tenha gostado do texto! Obrigada!!!;)
E como assim vc tbm é Moll??!!!
Que Moll?? DE onde?? Me conta essa história direito!!rs

Beijo!